Gordura de coco, óleo de coco...... coco.





Gordura de coco. Alguém ainda não sabe como é gostoso e faz um pãtza bem? 

Usada a milianos por muitas culturas orientais ( e algumas Sul americanas também ), o óleo ou a gordura do coco é uma gordura vegetal riquíssima em benefícios pro corpitcho, considerada por muitos, além de gastronômica, medicinal. 

Veja bem: medicinal é um termo sacana. É como se houvessem alimentos "medicinais" e outrosnão. Não é bem assim. Embora existam alimentos que sejam realmente geniais em benefícios para a saúde, temos que lembrar que eles estão sempre inseridos na cultura alimentar e num contexto de uma vida equilibrada, entre cabeça, corpo, dieta. Como sempre falo, não adianta se alimentar só de produto extremamente processado, sair buzinando no trânsito e se entupir de óleo de coco achando que vai estar muito mais saudável. Não vai. O buraco é mais embaixo.

De qualquer maneira... O óleo de coco é mesmo fueda. Eu mesma uso com fins gastronômicos e "medicinais", como muita gente.

Só um adendo: óleos vegetais no geral podem não ser tão bons assim. Na maioria dos casos, óleo vegetal significa óleo industrializado extremamente processado, feito de grãos transgênicos ( milho e soja ) ou flores que não existem ( canola ). Não, não fazem bem pra saúde. É vegeta ou vegano? Azeite, óleo de gergelim, de abacate, de coco, etc. Não é? Manteiga e banha de porco naturais. Pronto. E não, nunca, nunca margarina.

Alguns dos efeitos milagreiros do óleo de coco, além de nutrir e hidratar pele e cabelos ( usado como creme, máscara... os cabelos das indianas são geralmente tratados com óleo de coco, então funciona! Rs ), pode ser aplicado em machucados, queimaduras, infecções... E atua mesmo como curativo. Isso se deve a um bando de componentes antixoxidantes, antibacterianos, antivirais, antifúngicos e reparativos.

Como ouvi de um amigo da ayurveda, o óleo de coco e o guee são as gorduras que fazem com que a engrenagem do nosso corpo fique sempre lubrificada e não emperre.. Rs



Como atua fortalecendo a imunidade, é usado para acalentar doentinhos dos mais vários tipos. De resfriados até doenças mais sérias, pois vai varrendo as bactérias e vírus que não deveriam estar por ali. Gripes, resfriados, sarampo, gonorréia, HIV, pneumonia, infecções na garganta e no trato urinário, no estômago, citomegalovírus, úlceras, e por aí vai. É, o treco é poderoso. Eu mesma quando vejo que vou gripar já começo meu "tratamento" com algumas colheres de gordura de coco a mais. De qualquer maneira, ele atua também como preventivo.

Para as vísceras também é um santo remédio, ajudando a regular as funções e a descarregar o stress do trabalho delas: fígados mais em forma, menos acúmulo de gordura, rins funcionando legal e filtrando como se não houvesse amanhã, pâncreas tranquilinho. Intestino e estômago idem.

Uma das funções mais legais é que ele ajuda na absorção de nutrientes: ou seja, ele "carrega" mais coisa boa pra dentro da gente e a gente consegue aproveitar mais. Exemplo? Cálcio. Por isso acaba dando uma ajuda nos ossos e dentes também.

Ao contrário do que muita gente pensa quando ouve "gordura" ou "óleo", as boas gorduras não vão virar gordura no seu corpo. O óleo de coco aliás até ajuda quem quer maneirar na barriguinha: acelera mesmo o metabolismo, sacia, nutre, acalma, dá uma organizada e estimulada nas funções mentais e na disposição, além de colaborar para o não acúmulo de gorduras ( pois é ) no corpitcho, nas artérias, nas víceras.

Da mesma maneira, ele é um ótimo regulador de açúcar no sangue, ajudando no equilíbrio glicêmico e liberação de insulina: até pra diabéticos é recomendado.

Por fim, é uma pãtza fonte de energia, rápida e eficaz. Pra quem faz atividade física ou mental extenuante, pra quem quer dar uma ajudinha pro cérebro pensar ou para a corrida... Ou pra quem vai passar alguns dias na neve ( rs ), bota gordura de coco pra dentro.

Lembrando que nem só de potinhos vive os benefícios do coco: a fruta ingerida in natura também tem uma boa porcentagem de gordura, além de outros benefícios como fibras, nutrientes diversos e claro, muuuuito sabor. 




Galinhas de Granja, caipiras, orgânicas....






Vamos lá. Alguns pontos rápidos sobre penosas, só pra resumir. Mais detalhes e comentários serão bem vindos. Começando com o mais trash e mais habitual. 

Galinhas de granja ou "convencionais": 

- galinhas de granja não são legais. É um nome bonitinho pra designar criação convencional.

- Criação convencional de galinhas significa confinamento, alimentação com ração de base de grãos transgênicos ( milho e soja ) e doses diárias de antibióticos "promotores do crescimento", que por um desvio da legislação não são chamados de antibióticos - mas no fundo, são o que são.


- Quando em confinamento severo, as galinhas apresentam comportamentos desesperados como se bicar e bicar as vizinhas. Pra isso não acontecer, os bicos são cortados. 


- O confinamento gera doenças, perda óssea, galinhas mais doentes ( maior uso de remédios ) e maior índice de, por exemplo, salmonela nos ovos. Sim, a chance de um ovo contaminado com salmonela é maior nos ovos convencionais do que nos ovos orgânicos. Doença gera doença, saúde gera saúde.
- Embora o uso de hormônios de crescimento para frangos seja proibido no Braza desde 2001, muitas cargas ilegais são apreendidas ano após ano. 


- Uma galinha confinada é privada de todos os seus comportamentos naturais como ciscar, chocar, dentre outros. Um animal privado de sua vida natural nunca vai ser tão saudável quanto o outro que sim. Ovos idem, afinal, são resultado do animal que o produziu. 


- Ovo marrom não significa absolutamente nada. Não significa caipirice, criação saudável ou ovos melhores: simplesmente significa que aquela raça bota ovos marrons. 


- O mercado exige gemas bem amarelas, quanto mais melhor. Pra isso existem alguns corantes ( alguns naturais, outros não ), que se usam na alimentação das penosas, para produzirem gemas bem amarelinhas

Trigo normal x Espelta





Não uso mais farinha de trigo normal. Estou usando agora só espelta. 

Mas porquê raios substituir a farinha de trigo comum por trigo espelta nos nossos pães? 

Bom, vamos lá. 

O trigo que conhecemos hoje é fruto de décadas de seleção para se tornar mais fácil de cultivar, mais fácil de colher, para dar melhores resultados na panificação, etc. Mas com isso ele também se tornou uma planta frágil, com menos nutrientes, mais dependente de insumos agroquímicos e com uma maior quantidade de componentes capazes de desencadear alergia no nosso organismo. Isso sem contar o índice glicêmico altíssimo, maior até que o açúcar refinado, que acaba dando picos de insulina exagerados e dando uma conturbada no nosso sistema hormonal, controle da fome, saciedade, acúmulo de gordura e saúde em geral.

Obviamente que o problema não é só o que fizeram com o trigo, mas também o superprocessamento ( refinamento ) e o excesso de consumo. Hoje a maioria das pessoas consome trigo ou derivados em todas as refeições, seja ele visível ou invisível ( num pão ou num molho, por exemplo ).

O espelta é da mesma família do trigo, mas é um primo distante. Conhecido como trigo vermelho ou farro, ele é parte do que se chama de "trigos ancestrais". Conhecido a mais de 6000 anos pelos seres humanos fazedores de pão, ele não sofreu as modificações comerciais que o trigo comum sofreu, portanto, se parece mais com o que era a mesma espécie antigamente, preservando suas características.

O espelta tem sabor amendoado e é super saboroso. Tem mais e melhor qualidade de proteínas, minerais, ácidos graxos e vitaminas que o trigo comum. Ou seja, é mais nutritiva. Tem glúten, portanto não deve ser consumido por pessoas celíacas. De outro lado, o glúten faz pães bem aerados e de bom crescimento, com casca dura e crocante, rústico. Mas por sua estrutura "não modificada" comercialmente, ele é bem aceito para pessoas com alergia ou sensibilidade ao trigo e ao glúten ( que é diferente de ser celíaco ), além de ter um impacto muito menor na nossa resposta glicêmica. 

Um pé de gengibre...





Alguém já viu um pé de gengibre? Perguntinha do milhão. Garanto que a maioria não saberia se desse com um pé de gengibre na frente. Mas é esse aí, essa plantinha simpática que dá o famoso rizoma comestível e saudável pacas. 

"Rizomas são caules subterrâneos que acumulam substâncias nutritivas. Em alguns rizomas ocorre acúmulo de material nutritivo em certas regiões, formando tubérculos. Rizomas podem ser distinguidos de raízes pelo fato de apresentarem gemas laterais." Ok? Rs... Então o gengibre não é um raíz, mas um caule subterrâneo, ou seja, um rizoma.

Usado até a exaustão na culinária oriental e elevado a status medicinal pela ayurvédica, é um daqueles ingredientes que tem que ter sempre na dispensa. Seja fresco, seja em pó.

Acelera o metabolismo, esquenta, alivia náuseas e úlceras, antioxidante, anti-inflamatório, melhora a absorção dos nutrientes, é ótimo descongestionante, limpa os canais nasais, alivia dores musculares e dores nas articulações, ajuda num sono regular e ainda reza a lenda que tem poderes afrodisíacos.

Eu nunca testei fazer nada com o caule e com as folhas do gengibre, mas vou testar e depois conto. Deve dar pra fazer um pesto interessantíssimo, um chá, um suco... quem sabe até usado picadinho num refogado como alho poró....... O gosto cru é um gengibre mais "verde". Delicia. 

Brownie de Tahine - Pasta de Gergelim



A carinha tá boa, mas o gosto está ainda melhor. 

Brownie de pasta de gergelim, uma das melhores receitas que fiz nos últimos tempos. Em tempo, a receita não é minha: veio junto com um potinho de tahine que comprei lá na Biofair, essa semana, do pessoal da Sésamo Real. Adaptei uma coisa aqui outra acolá, mas a base é deles. 

Brownie de tahine?! É, eu também fui meio cética. Mas fica melhor que muito brownie tradicional que já comi. Com a vantagem de ter só ingrediente saudável porradão: gergelim, cacau puro, coco, canela, araruta.

- 1 xícara de tahine
- 1/2 xícara de polvilho de araruta
- 1/2 xícara de água morna
- 1/2 xícara de açúcar de coco
- 3/4 de xícara de cacau em pó
- 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
- pitada de sal rosa
- canela, cravo, gengibre em pedacinhos, cardamomo, cominho, noz moscada, à gosto.
- 1 xícara de coco ralado
- macadâmias, raspas de laranja desidratadas,nibs de cacau.

Pega a água, dissolve o tahine. Mistura todo o resto, leva pra uma forma untada com farinha, e depois de 35, 40 minutos no forno já está pronta. Não precisa assar demais, pois assim ele fica cremoso dentro.

Dica: adorei comer isso cru. Como só tem ingrediente muito legal, dá pra usar como base de sobremesas "Raw" só com algumas adaptações, fácil, fácil.